Menina humilde que sofre de surdez, ganha uma vida nova após virar modelo

Kettlen de 11 anos, chamou atenção de um olheiro e ao chegar na agência, recebe ajuda para recuperar sua audição

Essa história comovente aconteceu na cidade de São Gonçalo, no Estado do Rio de Janeiro e pode parecer um clichê, porque conta a vida de uma menina simples e pobre, que chamou atenção de um olheiro de agência de modelos, e sua vida mudou da noite para o dia. Mas a história vai muito além disso.

João Pedro Sampaio é fotógrafo e dono da agência de modelos NitModels, ele estava fazendo compras em um supermercado e sempre atento às pessoas ao seu redor  – porque agente de modelo é assim, sempre atento a novos talentos – quando avistou uma linda menina negra de perfil, e já lhe chamou muita atenção por seus traços tão delicados, quando a menina virou para ele, eis que João Pedro tem a primeira surpresa, ela tinha olhos azuis radiantes, algo que ele nunca tinha visto antes.

Como bom agente, não poderia deixar passar uma menina tão especial, então foi até ela e sua mãe, quando a cumprimentou, eis a segunda surpresa – ela lhe respondeu em línguas de sinais. João Pedro ficou ainda mais interessado e comovido com aquela menina e começou a contar para a mãe qual era seu trabalho e que gostaria muito que elas fossem até sua agência para fotografar e fazer alguns testes. A mãe de Kettlen contou que a menina já despertou interesse de outras agências, mas que os custos com books, cursos e viagens, impossibilitaram seguir nesse sonho.

João Pedro tentando convencer a mãe, que já estava desacreditada, disse que com ele seria diferente e passou o telefone e endereço de sua agência. Dias depois, mãe  e filha foram atrás de João Pedro e o rapaz comovido com a história, além de agenciar a menina, decidiu que a prioridade seria ajudar a menina a voltar a ouvir. Desde então, Kettlen já foi em vários médicos que confirmaram que ela pode sim recuperar a audição, e além disso descobriram a origem sua surdez, que foi causada por uma síndrome muito rara que atinge cerca de 5% da população, chamada de síndrome de Waardenburg.

 


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